Archive for the 'Jornal Estado de Minas' Category

Preocupação ambiental ainda é e sempre será tendência. A sustentabilidade deixou de ser bandeira exclusiva dos ecologistas e chega à arquitetura

Joana Gontijo – Portal UAI 

Segundo a designer de interiores Ednei Aquino, é bom saber retirar de todas as tendências e inovações o que de fato serve

A designer de interiores Ednei Aquino afirma que é impossível falar de tendências sem mencionar as questões relacionadas à preservação do meio ambiente. “Sabemos que todo esse cuidado com o nosso planeta não é mais uma bandeira exclusiva dos ecologistas. Dentro dessa perspectiva, é de nosso conhecimento que novos hábitos alimentares e de moradia, bem como estabelecimentos corporativos, terão leituras completamente diferentes em função da sustentabilidade do planeta frente ao uso inteligente dos recursos naturais disponíveis”, diz.
Para Ednei, as novas incorporações e edificações vêm se adaptando a esses conceitos, com o uso de telhados verdes (vegetação suspensa sobre a laje), prédios que giram para aproveitar melhor a posição do sol, minimizando o uso de sistemas que demandam alto consumo de energia. “Utilização correta da água , com reaproveitamento e captação de água da chuva. Os espaços verdes externos são cada vez maiores em detrimento do espaço interno das moradias. Hoje , fala-se em cinco megatendências: economia, sustentabilidade, diversidade, globalização e digitalização”.

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DECORAÇÃO INTELIGENTE

Denise Menezes – Estado de Minas

Projeto de design deve permitir adaptação da casa às mudanças de hábitos do morador

Fotos: Eduardo Almeida/RA Studio

Antes de criar um projeto, designer Ednei Aquino sempre procura saber quanto tempo o cliente vai ficar no imóvel. Ela diz que é preciso pensar em móveis flexíveis, que possam ser usados em outros espaços

O bebê cresce e o lindo bercinho, cuidadosamente escolhido pela mãe, precisa ser substituído, para permitir mais conforto ao pequeno e sossego aos pais, que já vivem sobressaltados com as constantes escaladas, mas no espaço ocupado pela peça não cabe a nova cama. No lugar da cômoda com trocador também precisa ser providenciada uma bancada de estudos, pois o irmãozinho, um pouco mais velho, precisa de um ambiente tranquilo para ensaiar seus primeiros passos no instigante mundo da escrita e da leitura.

Mas o que fazer com o móvel que não tem mais utilidade na casa? Na sala, olhar para aquele móvel caríssimo feito em madeira, sob medida, há alguns anos, para apoiar a TV, o som e ainda guardar livros, dá até arrepios. Seu design está desatualizado e, como ocupa toda a parede principal do ambiente, ele impede que a nova televisão, moderníssima, tão esperada pela família, seja instalada de maneira adequada.

É, com o passar do tempo mudam as necessidades da família e as reformas para a adaptação dos ambientes da casa se tornam inevitáveis. Mas, segundo os especialistas, muitas dessas transformações de hábitos são previsíveis e um bom projeto de design de interiores deve ter flexibilidade e permitir, sempre que necessário, renovação dos espaços, com funcionalidade e custos razoáveis e sem a indesejada quebradeira.

Peças como mesa, aparador, cama box ou poltrona podem e devem ser reaproveitados no caso de mudar o estilo do imóvel   

“Antes de criar um projeto para um cliente, sempre procuro saber quanto tempo ele pretende ficar naquele imóvel. Essa perspectiva é importantíssima para que a decoração tenha funcionalidade, atenda as necessidades de uso daquela família pelo maior tempo possível. Pois todos nós passamos por ciclos na vida, onde hábitos, comportamentos e necessidades se transformam e a casa precisa estar preparada para essas mudanças ou permitir que adaptações sejam feitas sem grandes transtornos e gastos elevados”, diz a designer de ambientes Ednei Aquino, que vai além: “É preciso pensar até em elementos que possam ser reaproveitados pelo cliente caso ele decida se mudar de casa”.

Ela considera que hoje o mercado brasileiro oferece uma gama enorme de produtos que permitem maior flexibilidade à decoração. “Antigamente, tínhamos de criar as soluções para atender necessidades mais específicas de um cliente. Hoje, a dificuldade do leigo é identificar qual é a solução mais adequada a ele diante de uma verdadeira avalanche de produtos. Aí, entra uma das funções do profissional: indicar ao cliente o que é oportuno comprar e em que investir mais para ter uma decoração mais perene ou de fácil adaptação”, observa.

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MESAS REPLETAS DE REQUINTE

Mesas repletas de requinte

Dentro de um mercado rico em possibilidades, é bom estar atento ao comprar uma mesa. “Você deve sempre considerar o conforto de acordo com a função que ela vai exercer no ambiente. Muitas vezes o que é bonito pode ser inviável, por isso, é sempre bom pensar em prioridades”, orienta a designer de interiores Ednei Aquino. Ela cita o acrílico como tendência para o móvel, pela leveza e praticidade. “Ele é fácil de transportar pela casa, sua transparência traz um ar moderno à mesa e amplitude ao ambiente, além dessa neutralidade ser boa aliada para resolver várias questões, já que se adapta a muitos estilos de decoração”, pontua.

Diferente do design antigo, mais pesado daquelas grandes mesas de madeira, as versões atuais destacam, além do acrílico, o vidro e o aço inox, em tampos e bases, ressalta Ednei.

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Caderno Classificados – Imóveis – Jornal Estado de Minas

Iluminação e Adornos

Denise Menezes – Estado de Minas

Fotos: Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes

Mudar a iluminação também é um bom recurso para renovar o visual de uma casa. Mas a designer Ednei Aquino alerta que é preciso bom senso e consciência ecológica para o desenvolvimento e execução do novo projeto. “Não é preciso sair fazendo rebaixamento de teto com gesso em todos os ambientes e usar uma infinidade de lâmpadas, o que onera o custo do projeto, aumenta o tempo de execução e ainda vai aumentar o consumo de energia. No geral, apenas na sala a distribuição da iluminação só é necessária para a criação de uma cena ou a valorização de uma peça. Nos quartos, basta a iluminação central, com o apoio de uma luminária para uma bancada de estudos, ou próxima à cabeceira da cama”, diz.

Para a escolha de peças decorativas, como adornos e quadros, Ednei Aquino assinala que devem ser priorizadas aquelas de valor artístico reconhecido. “Se a pessoa tem um quadro de reconhecido valor artístico, por exemplo, basta trocar a moldura, optando sempre por um modelo que valorize a obra e não a sobreponha. Já se não tem a peça artística e nem dispõe de recursos para adquirir uma, usar fotos antigas de família, imagens ou mapas interessantes de uma cidade, por exemplo, que tenham identidade com os moradores da casa, podem ser boas opções”, diz ao lembrar que peças de serigrafia de artistas reconhecidos costumam ter um preço bem mais acessível do que uma pintura ou desenho desse mesmo artista e podem dar uma bela contribuição à decoração. “É possível encontrar serigrafias de artistas reconhecidos a preços entre R$ 100 e R$ 200”, assegura.

Jornal Estado de Minas – Caderno Imóveis

Visual novo em pouco tempo

Denise Menezes – Estado de Minas

Ajuda profissional é importante para renovação eficiente da decoração da casa

Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes
Ângela de Cássia Silva encomendou um projeto funcional para resolver o problema de falta de praticidade no imóvel em que mora com o filho

A representante comercial Ângela de Cássia da Silva resolveu, há duas semanas, reformar seu apartamento, de dois quartos e 78 metros quadrados, no qual vive com o filho adolescente em Belo Horizonte. O que influenciou a decisão foi a vontade de proporcionar ao filho um ambiente agradável e mais adequado à jornada que ele começa a enfrentar: se preparar para o vestibular. Mas três problemas básicos preocupavam Ângela – o custo da obra que pretendia fazer, já que não dispõe de muito dinheiro, a urgência do trabalho e o curto tempo que teria para contatar e contratar prestadores de serviço e para escolher e comprar os materiais necessários.

“Como não me sentia segura para fazer tudo isso sozinha, decidi, mesmo dispondo de uma limitação no orçamento, contratar uma designer de interiores para fazer o projeto e me orientar em todas as etapas do processo”, conta Ângela, ao assegurar que a decisão de recorrer a um especialista, a designer Ednei Aquino, foi fundamental para que a mudança geral que desejava fazer em seu apartamento saísse do papel. “Ela fez um projeto funcional, acabando com o principal problema no apartamento: a falta de praticidade. Além de indicar prestadores de serviço para a execução de todo o trabalho, está monitorando as obras e me acompanhou na compra dos materiais, o que me economizou 50% dos recursos que previa gastar. Com isso, estou até conseguindo comprar alguns móveis novos, o que não achava possível”.

Com a contribuição da designer, assinala Ângela, ela conseguiu otimizar o tempo de obras e o dispensado à compra dos materiais. “Ela me indicou opções de renovação dos ambientes que não demandam muito tempo de execução, como uma nova pintura das paredes, e todas as compras de materiais foram feitas em um único dia, em uma visita a um shopping especializado”, relata.

Uma semana depois de contratada a designer, no início da semana passada, as obras no apartamento de Ângela já estavam a pleno vapor e a representante comercial prevê que em menos de 30 dias todo o trabalho já esteja concluído: pintura de todos os ambientes, troca do piso, rebaixamento de teto e nova iluminação. “Apenas a parte de mobiliário não estará concluída, já que algumas lojas pediram de 30 a 40 dias para entregar as peças. Mas estou muito satisfeita. Há um mito de que só os ricos podem pagar por esse serviço, mas descobri que não é verdade. O meu exemplo mostra que, com ajuda de especialistas, o investimento é menor e o resultado é mais eficiente”, comemora.

Caderno Classificados Imóveis – Jornal Estado de Minas

Identidade é fundamental

 

 Denise Menezes – Estado de Minas

 

Fotos, móveis antigos e louças de família conferem ‘alma’ à decoração da casa

Wagner Silveira/Divulgação
Uma opção no quarto é o painel com fotos do casal acima da cama, preservando (E). Objetos e suvenires comprados em viagens compõem bem a decoração da sala de estar (D).

Fotografias que eternizaram momentos felizes vividos em uma viagem, um móvel herdado dos avós ou uma louça que está com a família há muitas gerações. Mais do que quinquilharias, esses objetos são peças importantes para dar identidade à decoração de uma casa. Afinal trazem consigo toda a memória afetiva da família e, estrategicamente posicionados nos ambientes, são responsáveis por aquela sensação gostosa de conforto e aconchego que todos buscam em casa.

“Esses elementos dão ‘alma’ ao ambiente”, opina a decoradora Ednei Aquino. Ela preserva em todos os seus projetos peças que, de alguma forma, são importantes para seus clientes. Assim, as fotos mais queridas ganham destaque em uma galeria montada em um corredor, uma coleção de suvenires adquiridos ao longo do tempo em viagens e passeios pode ocupar um espaço especial em uma sala, e uma poltrona antiga, herdada da casa de algum parente, pode embalar, em um escritório ou sala íntima, horas de leitura ou descanso.

Ednei considera que, mesmo a pessoa que não tem o hábito de guardar objetos ou ainda não tem consigo alguma peça de família pode usar esse tipo de elemento na decoração de sua casa. Antiquários e feiras de quinquilharias, diz a decoradora, são locais onde se pode garimpar peças que tenham a ver com a nossa cultura e modo de viver, que contribem para personalizar a nossa casa.

Gladyston Rodrigues/AOCUBO FILMES
Segundo a decoradora Ednei Aquino, mesmo quem não tem peças antigas em casa pode garimpá-las em antiquários e feiras

“Recentemente, resgatei no Velhão, uma loja de 5 mil metros quadrados de quinquilharias, em São Paulo, uma porta antiga para a entrada do apartamento de um cliente”, conta Ednei. Ela observa que as feiras de antigüidades guardam verdadeiras preciosidades, como louças, cristais e mobiliário, que preservam em suas formas hábitos antigos, mas ainda presentes no DNA do brasileiro. “Um casal jovem, por exemplo, que não tenha ainda acumulado muitos objetos ou herdado peças de família, pode buscar nesses locais elementos carregados de memória, que, certamente, vão conferir identidade à decoração de sua casa”.

Ela avalia que aqueles ambientes “limpos”, com tudo novinho e milimetricamente posicionado, ficam bem em um showroom e não em uma residência. “Tenho verdadeira ojeriza de ambientes com cara de loja. Eles não têm personalidade e, muitas vezes, refletem o gosto do decorador e não o de seus usuários”, afirma.

ESCRITÓRIOS A decoradora lembra que ambientes de trabalho, como escritórios e consultórios, também podem ser personalizados com objetos pessoais. “O uso de fotos da família já é comum, mas é possível levar para os ambientes profissionais outros elementos, como as coleções. Em um consultório médico, por exemplo, podemos colocar uma coleção de estetoscópios”, sugere.

Ela alerta, porém, que a decoração só vai alcançar um bom efeito estético se a seleção e o posicionamento das peças forem feitos com critério. Por isso, recomenda buscar ajuda de um profissional da área. “É preciso saber o que é realmente aproveitável, o que pode ser harmonizado com outros elementos, para que o resultado seja satisfatório”.

Com a ajuda de um profissional, observa a decoradora, até objetos sem valor artístico ou financeiro, mas que tenham importância afetiva para os moradores de uma casa, podem ser preservados na decoração. Nesse caso, eles devem deixar os ambientes sociais da residência e ocupar espaços mais íntimos, sem perder a função de trazer ao morador as sensações de conforto e aconchego.

Ednei defende que a decoração de uma casa deve refletir o gosto e o modo de vida dos moradores. “O importante é que a pessoa fique feliz. Usar elementos que não estejam em dia com as tendências do momento, mas que agradem aos moradores da casa, não significa fazer uma decoração ruim. Na verdade, isso cumpre o objetivo principal da decoração, que é trazer bem-estar aos usuários de um ambiente”, afirma.